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Claude Opus 5.5 ou Sonnet 5.5: qual vale o preço no seu uso

Os dois modelos médios e grandes da Anthropic usam o mesmo tokenizador, a mesma janela de contexto e o mesmo limite de saída. O que muda é o preço e a qualidade. Pusemos os dois para revisar código numa software house e fizemos a conta inteira.

Guia práticoPor Publicado em 8 min de leitura
Estrada de terra que se divide em dois caminhos no meio de uma floresta
Os dois modelos levam ao mesmo lugar na maior parte das tarefas; a diferença aparece nos casos difíceis e na fatura. Foto: Jens Lelie / Unsplash

O caso: uma software house com 25 desenvolvedores quer um revisor automático para os pull requests. Cada PR chega ao modelo com cerca de 12.000 tokens de entrada (o diff, os arquivos tocados e as regras de estilo da equipe) e recebe uns 1.500 tokens de comentários. São 300 PRs por dia útil, 22 dias por mês.

Resposta curta: com o Claude Sonnet 5.5, o mês custa US$ 257,40 (R$ 1.289,47). Com o Claude Opus 5.5, US$ 514,80 (R$ 2.578,94): exatamente o dobro. Cada PR revisado pelo Opus sai US$ 0,0390 mais caro. Na maioria das equipes, o caminho mais econômico é o Sonnet como padrão e o Opus só nos PRs grandes ou delicados.

1. O que muda entre os dois, além do preço

Antes de comparar a fatura, vale saber o que é igual. Na tabela de modelos do calc.dev.br, que segue a documentação da Anthropic, o Opus 5.5 e o Sonnet 5.5 têm:

  • a mesma janela de contexto, de 1.000.000 tokens;
  • o mesmo limite de saída, de 128.000 tokens por resposta;
  • o mesmo tokenizador, então o mesmo diff vira o mesmo número de tokens nos dois. Não existe aquela surpresa de um modelo "contar" mais tokens que o outro.

O que muda é o preço de cada parte da conta:

Preço por 1 milhão de tokens Opus 5.5 Sonnet 5.5 Haiku 5.5
Entrada US$ 4,00 US$ 2,00 US$ 0,10
Gravação no cache (5 min) US$ 5,00 US$ 2,50 US$ 0,125
Leitura do cache US$ 0,20 US$ 0,10 US$ 0,01
Saída US$ 20,00 US$ 10,00 US$ 0,50

Em todas as linhas, o Opus 5.5 custa 2 vezes o Sonnet 5.5. Por isso a comparação é simples: para o mesmo trabalho, com os mesmos tokens, a conta do Opus é sempre o dobro. A pergunta certa não é "qual é mais barato", e sim "o Opus entrega o suficiente a mais para pagar a diferença?".

2. A conta de um PR no Sonnet 5.5

Um PR do nosso caso tem 12.000 tokens de entrada e 1.500 de saída. No Sonnet 5.5:

  • entrada: 12.000 × US$ 2,00 ÷ 1.000.000 = US$ 0,0240;
  • saída: 1.500 × US$ 10,00 ÷ 1.000.000 = US$ 0,0150;
  • total por PR: US$ 0,0390.

Repare que a saída, com um oitavo dos tokens, responde por 38% do custo do PR. O token de saída custa 5 vezes o de entrada, e é por isso que pedir comentários mais curtos e objetivos ajuda tanto quanto escolher o modelo.

Multiplicando por 6.600 PRs no mês (300 por dia × 22 dias), o Sonnet 5.5 fecha em US$ 257,40, ou R$ 1.289,47 com o dólar a R$ 5,01. No ano, US$ 3.088,80.

3. A mesma conta no Opus 5.5

Com os mesmos tokens, o PR no Opus 5.5 custa US$ 0,0780 e o mês, US$ 514,80 (R$ 2.578,94). A diferença mensal é de US$ 257,40, ou R$ 1.289,47; no ano, R$ 15.473,65.

Dividida por PR, a diferença fica pequena: R$ 0,20 a mais por revisão. É esse número que deve ser colocado contra o ganho de qualidade. Se o Opus encontra um bug que o Sonnet deixaria passar, ou poupa alguns minutos de um revisor humano a cada poucos PRs, a diferença se paga com folga. Se os dois produzem comentários equivalentes nos PRs do dia a dia, o dobro da fatura é dinheiro sem retorno.

Não dá para decidir isso pela tabela de preços. A forma honesta de decidir é medir: separe umas 50 revisões reais já feitas pela equipe, rode os dois modelos nelas e conte quantos problemas relevantes cada um apontou e quantos comentários foram inúteis.

Balança antiga de pratos sobre uma mesa
Pesar o modelo pelo preço por token é só metade da conta: a outra metade é quanto retrabalho cada um evita. Foto: Piret Ilver / Unsplash

4. A estratégia que costuma sair mais barata: os dois juntos

Os PRs não são todos iguais. A maioria é pequena: um ajuste de texto, uma correção pontual, uma dependência atualizada. Uma parte menor mexe em autenticação, pagamento ou migração de banco, e ali um erro custa caro.

Suponha que a equipe use o Sonnet 5.5 em 255 PRs por dia (85% do volume, com as mesmas premissas de 12.000 tokens de entrada e 1.500 de saída) e mande ao Opus 5.5 os 45 PRs grandes ou sensíveis, que são maiores: 40.000 tokens de entrada e 3.000 de saída.

Parte do volume PRs por dia Custo por mês (US$) Custo por mês (R$)
Sonnet 5.5 nos PRs comuns 255 US$ 218,79 R$ 1.096,05
Opus 5.5 nos PRs grandes 45 US$ 217,80 R$ 1.091,09
Total 300 US$ 436,59 R$ 2.187,14

O total, US$ 436,59, inclui PRs grandes, que pesam mais, e ainda assim fica bem abaixo dos US$ 655,38 que a equipe pagaria mandando tudo ao Opus nas mesmas premissas. A regra para escolher o modelo pode ser simples, no próprio pipeline: tamanho do diff, pastas tocadas (por exemplo, tudo em auth/ ou billing/ vai para o Opus) ou um rótulo que o autor do PR coloca.

5. O cache diminui a distância em reais, não em proporção

As regras de estilo e as instruções do revisor são iguais em todo PR. Se metade da entrada for esse trecho fixo e ele for lido do cache, a conta cai bastante. No Opus 5.5 e no Sonnet 5.5, a leitura do cache custa só 5% do preço normal de entrada (US$ 0,20 e US$ 0,10 por milhão).

Com 50% da entrada lida do cache, na mesma conta simplificada da calculadora:

  • Sonnet 5.5: de US$ 257,40 para US$ 182,16 por mês;
  • Opus 5.5: de US$ 514,80 para US$ 364,32 por mês.

A economia é a mesma em porcentagem nos dois (29%), porque os preços do cache seguem a mesma proporção do preço de entrada. O Opus continua custando o dobro; só que o dobro de um número menor. Para o cache funcionar de verdade, as instruções precisam vir antes do diff, sempre com o mesmo texto, e passar do tamanho mínimo que o modelo aceita no cache. O guia sobre cache de prompt mostra o resto da conta, incluindo o custo de gravar o cache.

6. E o Haiku 5.5, não serviria?

Na mesma conta, o Claude Haiku 5.5 sairia por US$ 12,87 por mês: 20 vezes menos que o Sonnet 5.5. A diferença de preço é tão grande que vale testar o Haiku 5.5 como primeira passada: ele confere padrões simples (nome de variável, teste ausente, arquivo esquecido) e só os PRs que passam por ele seguem para o modelo maior.

Um cuidado: o Haiku 5.5 cobra mais caro quando o prompt passa de 100.000 tokens. Acima disso, entrada e saída custam 5 vezes o preço normal. Num revisor de código, diffs gigantes com muitos arquivos de contexto podem cruzar essa linha sem ninguém perceber.

Para ter a visão completa, a tabela abaixo roda o caso original (300 PRs de 12.000 + 1.500 tokens, 22 dias) em todos os modelos do site:

Modelo Por PR Por mês (US$) Por mês (R$)
Claude Haiku 5.5 US$ 0,0020 US$ 12,87 R$ 64,47
GPT-6 Luna US$ 0,0020 US$ 12,87 R$ 64,47
GPT-5.6 Luna US$ 0,0042 US$ 27,72 R$ 138,87
Claude Haiku 4.5 US$ 0,0195 US$ 128,70 R$ 644,74
Claude Sonnet 5.5 US$ 0,0390 US$ 257,40 R$ 1.289,47
GPT-6.1 Sol US$ 0,0390 US$ 257,40 R$ 1.289,47
GPT-6 Sol US$ 0,0390 US$ 257,40 R$ 1.289,47
GPT-5.6 Terra US$ 0,0420 US$ 277,20 R$ 1.388,66
Claude Opus 5.5 US$ 0,0780 US$ 514,80 R$ 2.578,94
GPT-5.6 Sol US$ 0,0780 US$ 514,80 R$ 2.578,94
Claude Fable 5.1 US$ 0,1950 US$ 1.287,00 R$ 6.447,36
GPT-6 Astra US$ 0,1950 US$ 1.287,00 R$ 6.447,36

7. Como decidir na prática

  1. Comece pelo Sonnet 5.5 como padrão. Ele custa metade e, para muita tarefa de rotina, entrega o que a equipe precisa.
  2. Monte um teste com casos reais e compare os dois modelos lado a lado antes de mudar o padrão. Conte acertos e ruído, não impressões.
  3. Reserve o Opus 5.5 para onde o erro é caro: código sensível, decisões de arquitetura, PRs muito grandes.
  4. Corte a saída. Peça só os comentários relevantes, em formato curto. Saída é a parte mais cara da conta nos dois modelos.
  5. Ligue o cache para as instruções fixas e confira, nos campos de uso da resposta da API, se a leitura do cache está acontecendo.
  6. Meça o diff real com o endpoint gratuito de contagem de tokens. As contas deste guia usam médias.

O que fica fora desta conta

A estimativa cobre só os tokens dos modelos. Ficam de fora o servidor ou a ferramenta de CI que chama a API, o tempo da equipe que configura e ajusta o revisor, impostos e tarifas do cartão internacional e a variação do dólar. Também não entram ferramentas extras, como busca na web, que têm preço próprio.

Perguntas frequentes

O Opus 5.5 custa quanto a mais que o Sonnet 5.5?

O dobro em todos os itens: entrada, saída, gravação e leitura do cache. Como os dois usam o mesmo tokenizador, o mesmo trabalho custa exatamente duas vezes mais no Opus 5.5.

Dá para usar os dois no mesmo sistema?

Sim. É só trocar o identificador do modelo na chamada. Uma regra simples no código (tamanho, pasta, rótulo) decide qual modelo atende cada pedido.

Quanto custa revisar um PR com IA?

Neste caso, com 12.000 tokens de entrada e 1.500 de saída, US$ 0,0390 no Sonnet 5.5 e US$ 0,0780 no Opus 5.5, ou cerca de R$ 0,20 e R$ 0,39.

Para refazer a conta com o seu volume, use a calculadora de custo da API logo abaixo, que já vem preenchida com o caso do Sonnet 5.5. Troque o modelo para o Opus 5.5 e veja a diferença.

Refaça a conta com os seus números

A calculadora abaixo já vem com os valores do caso. Mude o que for diferente no seu projeto, ou abra a calculadora completa.

api-cost.ts

Custo da API

tokens
Prompt + histórico + documentos enviados.
tokens
Cache, Batch e cotação do dólar
%
Batch API (−50%)
R$
Cotação de referência; nas calculadoras ela é atualizada com o dólar do dia.
Exemplos

Fontes

  1. Anthropic · Preços da API do Claude Preços de entrada, saída e cache do Claude Opus 5.5, do Sonnet 5.5 e do Haiku 5.5; leitura do cache a 5% da entrada no Opus 5.5 e no Sonnet 5.5
  2. Anthropic · Visão geral dos modelos Janela de contexto e saída máxima de cada modelo
  3. Anthropic · Cache de prompt Tamanho mínimo do trecho que pode ir para o cache e duração de 5 minutos
  4. Anthropic · Contagem de tokens Endpoint gratuito para medir quantos tokens um diff realmente tem

Preços das páginas oficiais registrados no arquivo do site em 14/10/2026; dólar de referência R$ 5,01 (PTAX de venda do Banco Central em 13/10/2026). Veja a metodologia e a lista completa de fontes.

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